Arquivo de setembro de 2014

Postado por admin em 17/set/2014 - Sem Comentários

Autor(es): Daniele de Brito Wanderley

Assim, este manual consiste numa valiosa atualização sobre os momentos iniciais da instalação do quadro de autismo, com ênfase na identificação de fatores de riscos precoces, detectáveis pelo pediatra para a viabilização da implementação de um projeto terapêutico onde uma “rápida ajuda à criança e seus pais, baseada na descoberta precoce da situação de risco de autismo, possa consequentemente evitar o próprio diagnostico de autismo; dessa hipótese deriva a ambiciosa finalidade de poder reduzir a frequência do autismo, um objetivo antes impensável”.
Filippo Muratori é professor de Neuropsiquiatria da Criança e do Adolescente da Universidade de Pisa (Itália) e Diretor da Universidade de Psiquiatria Clinica do Desenvolvimento do IRCCS Stella Maris. Tem realizado inúmeras pesquisas da área de diagnóstico precoce do autismo e publicado em importantes periódicos internacionais.

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  • ISSN:
  • ISBN: 978-85-917385-0-2
  • Código: NIIP 01
  • Páginas: 87
  • Peso: –
  • Preço: R$ 30,00
  • Preço com 10% de desconto: R$ 27,00




Postado por admin em 17/set/2014 - Sem Comentários

Autor(es): Soraia Carvalho

O homem suporta a vida pela possibilidade que dispõe de matar-se. A morte é o que torna a vida possível. A vida é real e a morte simbólica. E se o real é o impossível, viver é o exercício da Impossibilidade. […] O insustentável da existência diz respeito ao encontro com o real. Esse impossível é o inefável diante do qual o sujeito tem que se posicionar eticamente em relação ao seu desejo e ao seu gozo. A morte pode ser uma alternativa quando esse encontro produz efeitos de devastação. […] O suicídio é uma manifestação humana, um modo de lidar com o sofrimento e com a dor de existir. Pode – se afirmar que o suicídio é uma carta na manga. Aquilo que o sujeito pode dispor quando a vida lhe parecer insuportável.

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  • ISSN:
  • ISBN: 978-85-89388-18-4
  • Código: cp 01
  • Páginas: 226
  • Peso: –
  • Preço: R$ 40,00





Postado por admin em 17/set/2014 - Sem Comentários

Em “Azul é a cor maiazul_corQuentes quente” (Abdellatif Kechiche, 2013), Adèle (Adèle Exarchopoulos) é uma adolescente que vive num mundo pequeno, dividindo seu tempo entre as tarefas escolares e a diversão com a galera. Apesar dessa limitação, ela possui uma sensibilidade muito aguçada pela literatura e uma intuição de que o mundo é muito maior do que os papinhos das amigas. Essas características não são exatamente úteis para melhorar a sua relação com o seu meio, sobretudo no que diz respeito ao sexo: ela enjoa rapidamente de um rapaz com quem iniciou um casinho – mais por insistência das amigas do que por um interesse autêntico – e que é nitidamente inferior a ela na visão de mundo.
As coisas mudam quando ela conhece Emma, uma mulher mais velha e mais experiente do que ela e muito convicta na sua opção heterossexual (na definição de Lacan, heterossexual é todo sujeito que ama as mulheres).

 

A relação das duas é um ótimo exemplo do que Lacan afirma no Seminário 20, Mais, ainda: que as posições masculina e feminina na sexuação não têm necessariamente uma relação com a anatomia. Adèle se situa como objeto causa do desejo para uma Emma que se ocupa da sua sedução de acordo com o cânone masculino. Como frisa Charles Melman, a dimensão da alteridade se instaura no casal, ainda que este seja constituído por seres de corpos semelhantes: Adèle cuida amorosamente do lar enquanto Emma se inquieta com a sua suposta insatisfação e quer que ela seja feliz (o que ela afirma tranquilamente já ser).
O diretor tem o mérito de retratar uma relação entre duas mulheres de forma não preconceituosa e tampouco militante: enquanto seres da linguagem, Adèle e Emma experimentam as dificuldades corriqueiras do laço conjugal entre um homem e uma mulher, que vão do cômico ao trágico. Quando a pulsional Adèle, que devora tudo “mesmo quando não tem fome”, mostra que o sexo para ela é algo tão natural quanto sair na balada, Emma, que busca constituir uma família, não acha isso nem um pouco engraçado.

 
Apesar do título, a fotografia explora as cores quentes e a textura da pele dos corpos filmados em close. Apesar de não sentirmos a lentidão do ritmo, algumas cenas são muito mais longas do que o padrão cinematográfico atual. Isso se nota, sobretudo, nas cenas de sexo, mas não somente: quando Adèle conversa, dança ou grita slogans numa passeata estudantil a cena se estende por vários minutos. Poderíamos pensar, a princípio, que esse procedimento tem uma intenção erótica: exibir o corpo da personagem que, como uma ninfeta nabokoviana, parece não se dar conta da sua sensualidade, perambulando no mundo com os lábios sempre entreabertos.

 
Porém, creio que há mais do que uma intenção erótica nessas cenas alongadas além do habitual. Nessa tentativa de igualar o tempo narrativo e o tempo narrado, o diretor parece deixar transparecer uma posição: a ideia de mostrar as coisas “como elas são”. Creio que essa pretensão naturalista pode ser confirmada na forma como a própria história é narrada, evitando fazer um julgamento. Ora, ocorre que as coisas nunca podem ser mostradas “como elas são”, num filme ou em outra obra de arte. Acerca desse tema já se gastou muita tinta e papel (ou tela de computador). Talvez por isso, ao final do filme, ficamos com uma sensação de estranheza, como se tivéssemos acabado de assistir um documentário, e não uma obra de ficção.

 

Marcus do Rio Teixeira – Psicanalista, editor de Ágalma. Autor de O espectador ingênuo – Psicanálise, cinema, literatura e música (2012), entre outros.

Postado por admin em 15/set/2014 - Sem Comentários

Autor(es): Alfredo Jerusalinsky

Psicanalisar o autismo implica defrontar-se com problemas cruciais da teoria psicanalítica, já que a clínica da psicanálise é a sua própria teoria. Mas, particularmente no autismo, encontramo-nos diante de interrogações fundamentais: o processo de constituição do sujeito e suas coordenadas, feminilidade e função materna articulada entorno ao falo, a diferença com as psicoses na infância, a transferência quando a posição implica só um sem outro, e, ainda mais, nas condições de prevalência dos automatismos. Queremos fazer algumas considerações introdutórias a respeito desses temas.

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  • ISSN:
  • ISBN: 978-85-62686-04-7
  • Código: CMC-01
  • Páginas: 295
  • Peso: –
  • Preço: R$ 40,00
  • Preço com 10% de desconto: R$ 36,00




Postado por admin em 15/set/2014 - Sem Comentários

Autor(es): Alfredo Jerusalinsky

Nove autores brasileiros, nove autores argentinos, um mexicano e um francês expressam suas experiências em relação às categorias diagnosticadas psiquiátricas que têm se tornado mais populares nos últimos anos. Medicina, psicologia, psiquiatria, psicanálise, neurologia, neurobiologia, epistemologia, pesquisas em neurociências e em psicopatologia são as especialidades desses autores que, num trabalho multidisciplinar, avaliam e analisam as consequências individuais e coletivas, subjetivas e sociais, cientificas e ideológicas da captura de grandes contingentes humanos em quadros descritivos de comportamento que desconhecem as diversas significações de suas diferenças e tendem a padronizar suas condutas. A generalização e multiplicação dos signos psicopatológicos preparam o território para a expansão industrial na fabricação de psicofármacos, que passam a ser consumidos em massa. Nasce assim uma hipocondria dos estados de humor, dos afetos, da educação, dos hábitos, da ideias, das relações, das dúvidas, dos desejos, das tristezas, As variações mentais e as singularidades pessoais são comparadas com uma média estatística que cria uma medida comum inexistente na realidade. Esse ?boneco padrão? subjacente descreve uma “normalidade” definida pela uniformidade. Comparados com ele, viramos todos “doentes mentais”.

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  • ISSN:
  • ISBN: 978-85-73661-03-9
  • Código: Vl-01
  • Páginas: 280
  • Peso: –
  • Preço: R$ 75,00
  • Preço com 10% de desconto: R$ 67,50






Postado por admin em 15/set/2014 - Sem Comentários

Edição Esgotada

Autor(es): Charles Melman

O que é a paranóia? Como é que se cura uma paranóia? Questões que Charles Melman aborda de uma forma eminentemente atual, tocando em pontos que se referem aos nossos dias ? ao nosso cotidiano ? e no que torna nossas amizades tão difíceis. Por que o paranóico se sente sempre ameaçado em seu estatuto? O que é a psicose social?
Partindo de sua experiência, tanto no seu trabalho hospitalar como na sua clínica em consultório, Melman interroga nossas vulnerabilidades e nossa relação com o saber e a ciência, desde as novas tecnologias até os protocolos no campo da saúde. Do amor não correspondido ao sentimento de exclusão social, o que são as fronteiras que representam limites paranoiogênicos? O que supomos estar ?para além do muro?? Qual a relação da mulher com a paranóia?
Ao abrir a discussão com o público, o psicanalista se depara com interrogações que o leitor poderá compartilhar com o auditório que seguiu o seminário. De maneira instigante, suave, mas não menos rigorosa, Melman nos conduz por assuntos de extrema complexidade, desde o cotidiano da clínica com a paranóia até o lugar do fundador na distinção entre povo e nação.

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  • ISSN:
  • ISBN: 978-85-88640-10-8
  • Código: CMC-03
  • Páginas: 144
  • Peso: –
  • Preço: R$ 35,00

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Autor(es): Gabriel Balbo e Jean Bergès

Esta obra se apresenta como a seqüência da elaboração do conceito e da clínica do transitivismo a que Gabriel Balbo e Jean Bergès deram início em Jogo de posições da mãe e da criança . A partir do instante em que se trata de crianças autistas ou psicóticas, os autores colocam em evidência a importância teórica e clínica da contribuição decisiva de Lacan: o grande Outro.
Balbo e Bergès sustentam que não se pode mais falar de psicose, de autismo ou de falha cognitiva na criança como entidades autônomas que suporiam uma etiologia linear ou uma causalidade plurifatorial. Ao contrário, é necessário considerá-las como modalidades de respostas a fatores predeterminados que se organizam de forma complexa, sob o modo de uma topologia em constante transformação em torno desse ponto de arrimo e de referência que é o grande Outro para a criança, os pais, o analista e a instituição. Os autores mostram como se articulam as funções, as posições e as relações recíprocas do grande Outro com as formações do inconsciente descobertas por Freud e retomadas por Lacan.
Com crianças psicóticas e autistas, a ambição dos autores é oferecer os elementos próprios para estabelecer uma direção do tratamento que leve em conta não somente a problemática de sua estrutura, mas também o peso, as incidências, as articulações e os entraves cognitivos que precederam e seguiram seus problemas, e que foram durante muito tempo conotados pelo termo ?debilidade?.
Sublinhando o que as transformações incessantes em jogo na clínica têm de dinâmico e de útil, os autores propõem uma elaboração teórica rigorosa que incita os analistas a tomarem a liberdade de proceder e de inventar.

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  • ISSN:
  • ISBN: 85-88640-09-0
  • Código: CMC-02
  • Páginas: 208
  • Peso: –
  • Preço: R$ 35,00

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Postado por admin em 15/set/2014 - Sem Comentários

Organização: Jean Bergès, Marika Bergès-Bounes, Sandrine Calmettes-Jean

Autor(es): Gabriel Balbo, Paule Cacciali, Daniel Charlemaine, Michel Daudin, Marie-Claude Devaux, Michel Dokhan, Christian Dubois, Marie-Alice Du Pasquier, Daniel Feltin, Catherine Ferron, Jean-Marie Forget, Geneviève Ginoux, Bernard Golse, Gilles Lemmel, Evelyne Lenoble, Hélène L’Heuillet, Catherine Mathelin, Marie-Louise Meert, Claire Meljac, Charles Melman, Roger Misès, Michele Schnaidt, Hélène Vexliard, Denise Vincent.

Diante da confusão do real deste sintoma social, os problemas de aprendizagem se vêem tradicionalmente remetidos ao lado médico. Será esta uma doença? Será a aprendizagem uma função superior?
Esta declinação encontra sua vertente social em termos de inadaptação e de handicap, que presidem à elaboração de soluções de reparação (reeducações, remediações) e de soluções pedagógicas especiais, fundadas na exclusão, em uma lógica de ?classe?.
A acentuação do defeito e os meios paliativos tendem a apagar o que parece essencial: o lugar do sujeito. O que nós somos chamados a descobrir, graças a essas crianças, é a importância do lugar do sujeito com respeito ao saber. Não há sujeito sem saber, e o próprio sujeito se funda de um saber. Pode, então, ser levado em conta o que existe de saber inconsciente, não-sabido, do sujeito.

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  • ISSN:
  • ISBN: 978-85-88640-14-6
  • Código: CMC-01
  • Páginas: 287
  • Peso: –
  • Preço: R$ 40,00
  • Preço com 10% de desconto: R$ 36,00





Postado por admin em 15/set/2014 - Sem Comentários

Autor(es): Inês Catão

Benvindo! Enfim um livro que retraça o conjunto dos textos que podem interessar aos psicanalistas preocupados com a maneira como o sujeito se constitui desde o bebê. Inês Catão aborda, neste livro, uma dimensão pouco estudada: o papel que a voz aí desempenha.
Inês Catão levou muito a sério esta minha paixão e apresenta aqui uma descrição clara e explícita não só de todos os textos de psicolinguística que pude encontrar nesta caminhada, como de outros que me haviam escapado. Deste ponto de vista, estamos frente a um livro de referência incontornável para aqueles que desejam partilhar esta caminhada, a meu ver, fundamental.
Neste livro, encontramos um dos mais extensos e explícitos estudos sobre a questão da pulsão. Partindo de Freud e vendo como Lacan releu a pulsão, Inês salienta o que me é tão precioso para entender o que não aparece no bebê autista: o fracasso do terceiro tempo do circuito pulsional.
Inês Catão faz uma retrospectiva histórica de outros conceitos lacanianos importantes. Para quem começa a se interessar por Lacan, pode ser uma boa introdução. Podemos dizer que já, nesta obra, uma dimensão enciclopédica que abrange pois aspectos diferentes do saber em torno da questão do infans.

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  • ISSN:
  • ISBN: 978-85-62685-00-9
  • Código: IL-01
  • Páginas: 240
  • Peso: –
  • Preço: R$ 40,00
  • Preço com 10% de desconto: R$ 36,00/span>





Postado por admin em 15/set/2014 - Sem Comentários

Autor(es): Charles Melman

Psicanalista formado diretamente por Lacan, Charles Melman foi um de seus alunos e colaboradores mais próximos, tendo acompanhado toda a trajetória e os desdobramentos institucionais de seu ensino e sido por ele escolhido diretor de ensino de sua instituição, a École Freudienne de Paris, e de sua revista, a Scilicet. Depois da morte de Lacan, fundou uma das mais importantes instituições da psicanálise francesa (e depois internacional), a Association freudienne international (atual Association lacanienne international). Nessa conjuntura institucional, levou adiante um ensino profícuo que já dura mais de vinte anos e resultou em inúmeros livros, publicados em vários países, dos quais alguns se tornaram clássicos da literatura psicanalítica, obras decisivas sobre diversos temas.
A neurose obsessiva no divã de Lacan retoma dois anos de seu seminário proferido no Hospital Henri Rousselle ? Sainte-Anne, de Paris. Debruçando-se sobre o famoso caso do ?Homem dos ratos?, minuciosamente anotado e discutido por Freud e retomado por Lacan, esse seminário marcou época e permanece contundente. Especialmente hoje, quando sucessivos DSM desmantelam o conceito freudiano de neurose obsessiva, reduzindo-o a ?transtornos? definidos de antemão, cujos sintomas são tomados como signos e não como representantes do sujeito. Na contramão do movimento contemporâneo de associação de padrões comportamentais a elementos físico-químicos e fisiológicos, o seminário nos lembra que o sujeito não é um supérfluo e nem simplesmente um dejeto a ser excluído do resultado positivo buscado pela ciência. Conjugando rigor estrutural com uma precisão clínica extraordinária, o estilo vivo de Melman fisga o caso desdobrando toda a sua riqueza complexidade e revelando ali, diante da audiência, não somente a sofisticação e erudição dos grandes mestres da psicanálise, mas, igualmente, a dimensão de paixão, angústia e consternação implicadas na experiência psicanalítica.

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  • ISSN:
  • ISBN: 978-85-312-1082-2
  • Código: TP-01
  • Páginas: 472
  • Peso: –
  • Preço: R$ 85,00
  • Preço com 10% de desconto: R$ 76,50