Há 200 anos, em 1795, o vigoroso mercado francês de edições clandestinas lançava um novo título: La philosophie dans le boudoir. O livro não trazia o nome do autor: supostamente impresso em Londres, ele era apresentado como "obra póstuma do autor de Justine". A tradução que Eliane R. Moraes revisa e apresenta neste volume tem uma história digna de Sade. De autor anônimo, provavelmente dos anos 40/50, ela foi descoberta pela organizadora e pela primeira vez é revelada ao grande público
Esta novela, que circulou clandestinamente na Europa durante o século XIX, é atribuída a Alfred de Musset. Segundo a lenda, Musset teria apostado com alguns amigos que seria capaz de escrever uma novela erótica em três dias sem empregar uma única palavra obscena
Obra emblemática do erotismo modernista — escrita por um dos mais importantes autores do modernismo francês, Guillaume Apollinaire — a novela As onze mil varas desafia o leitor a distinguir o riso do pânico. Se o humor é um componente fundamental do livro — a começar pelo título, que faz alusão às onze mil virgens que acompanharam o martírio de Santa Úrsula — sua contrapartida é a perversidade.
Pierre Louÿs faz parte da lista seleta dos escritores que melhor souberam captar o espírito das transformações culturais na virada so séc. XIX para o séc. XX. Autor de obras consagradas, dentre as quais La femme et le pantin, levada ao cinema por Luís Buñuel, com o título de Esse obscuro objeto do desejo, escreveu também uma vasta obra erótica, que permaneceu inédita até a sua morte.
Três filhas da mãe é considerada a sua obra prima nessa categoria. Nela, Pierre Louÿs coloca o seu estilo requintado a serviço de um erotismo desenfreado, narrando o encontro de um jovem com uma prostituta e suas três filhas de 10, 14 e 20 anos. O ritmo vertiginoso da narrativa e a intensidade dos personagens resgatam a melhor tradição dos clássicos libertinos para o início do séc. XX. Clique aqui para ler resenha deste livro!